Caminho do Diamante

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Ilha Grande

Exagero à parte, Ilha Grande, no Estado do Rio de Janeiro, é um dos paraísos na terra mais próximos de Belo Horizonte. Localizada a 555 km da capital mineira, à primeira vista, a exuberância da Mata Atlântica, cercada pelo oceano Atlântico, nos remete à condição de desbravadores, já que a ilha preserva os aspectos físicos da época de sua descoberta (há 500 anos, pelo português André Gonçalves), quando fazia parte da nação dos índios Tamoios...

A vila do Abraão, principal porto e considerada a capital da ilha, é o destino inicial de uma viagem que revela os seus primeiros encantos na travessia de barco ou veleiro, que partem de Angra dos Reis ou Mangaratiba, no litoral fluminense. Tendo como pano de fundo a Baía de Ilha Grande, a trabvessia dura entre uma hora e uma hora e meia. A viagem, sob as águas tranqüilas do Atlântico, é pontuada por paisagens deslumbrantes.

Em Abraão está concentrada maior parte da infra-estrutura oferecida pela ilha. A vila dispõe de pousadas, áreas de camping, sorveterias, restaurantes e bares, que costumam ficar cheios durante os finais de semana. Em alguns estabelecimentos comerciais é possíivel adquirir peças artesanais, sendo que o destaque são as miniaturas de barcos em madeira e de moínhos de cana. Há ainda diversos tipos de redes e tapetes.

Mas um dos principais atrativos para os visitantes da ilha é a rica vegetação local, cortada por trilhas que levam ao encontro de 106 praias. Ilhas Grande, onde carros não entram, possui 193 quilômetros quadrados de área e é a segunda maior ilha (só perde para Ilha Bela) do litoral entre Santos e o Rio de Janeiro. Um litoral de cerca de 155 quilômetros ao todo contorna grandes montanhas verdes e uma enorme diversidade de plantas.

De abraão, caminhando por cerca de duas horas chega-se a Lopes Mendes, eleita uma das dez praias mais bonitas do Brasil. São 3 quilômetros de areia finíssima e branca contrastando com o verde azulado do mar, que costuma formar ondas revoltosas. Por isso Lopes Mendes é freqüentada por surfistas, boa parte de estrangeiros, que há décadas já descobriram esse paraíso brasileiro.

No caminho até essa belíssima praia, a natureza da ilha reserva várias surpresas, como sua simpática vizinha: a prainha de Santo Antônio, de 150 metros de areia, encravada entre duas formações rochosas.

A partir de Lopes Mendes, passando por Caxadaço, o destino é a praia de dois Rios, onde a Vila de mesmo nome abrigou o famoso presídio de Ilha Grande, a antiga Colônia Penal Cândido Mendes, que durante décadas foi uma espécie de referência distorcida do paraíso. Por mais de 50 anos o presídio abrigou presos políticos. Atualmente existem apenas o muro circundante e algumas salas administrativas mas que vale a pena serem visitadas. O restante são ruínas do presídio (implodido em 1994).

Além de ideal para caminhadas ecológicas, Ilha Grande é considerado um dos locais mais propícios para o mergulho, devido às suas águas límpidas e tranqüilas. Um dos lugares mais visitados é a Lagoa Azul, que fica na praia de Freguesia, onde encontra-se trambém a igreja de Santana. Barcos, saveiros ou escunas, que podem ser alugados em Abraão, são o melhor meio de se chegar à Lagoa, de uma beleza entorpecente. O mergulho nas águas extremamente azuis e repletas de cardumes coloridos é um momento quase indescritível.

O passado de Ipaum Guaçu (Ilha Grande), como era chamada em idioma tupi pelo tamoios, é marcado por episódios de pirataria, tráfico de escravos e contrabando de mercadorias ocorridos entre os séculos XVI e XIX. Aos corsários holandeses, franceses e ingleses deve-se a primeira colonização real da ilha, ignorada pelos portugueses. Mais tarde, a pirataria foi substituída pelo comércio ilegal de escravos, que só foi coibido pela marinha brasileira no final do século XIX.

Antigo Lazaredo

Algumas décadas depois, lavradores e pescadores passaram a ocupar a ilha. Em 1940, o lazareto (espécie de hospital fundado em 1886 para imigrantes que portavam doenças contagiosas) foi reformado e transformado em presídio onde Graciliano Ramos relatou sua experiência na ilha em "Memórias do Cárcere". Também estiveram lá o jornalista Fernando Gabeira, o revolucionário Agildo Barata e o famoso traficante Escadinha. Na década de 70, a ilha foi transformada em Parque Estadual e foi criada a Reserva Biológica da Praia do Sul. Mesmo assim, Ilha Grande só perdeu o status de maldita com a desativação do presídio em 1994. Hoje, seus milhares de admiradores e devotos agradecem.

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